Professores em luta

Mauro Titton1 e Olinda Evangelista2

Há luta em Florianópolis

Não é difícil para os atentos compreenderem a razão subjacente às ações do prefeito Topázio Neto contra os trabalhadores municipais. Não é de agora que o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) lutam contra suas decisões, apresentam propostas factíveis e o prefeito responde com descaso abjeto – viajando, por exemplo, para Las Vegas para evento do Google, recebendo diárias com dinheiro público3 – e repressão. Poderíamos indagar como um prefeito, que gastou R$ 2,7 milhões de reais para pagar o show da cantora inglesa Joss Stone (Carta Capital, 2026), alardeado como gratuito(!), pode demitir mais de 200 profissionais que dependem de seu salário para viver. 

Antes disso, durante o movimento grevista, no período de negociação da atual data base, um fato abalou os trabalhadores e a própria Prefeitura, fato que joga luzes sobre a política derrisória conduzida pelo governo Topázio. A administração iria contratar, sem licitação e sem chamamento público, a Fundação Sagres4 com o objetivo de aprofundar o pensamento burguês na Rede municipal, fortalecendo o processo de expropriação do trabalho docente via inserção de tecnologias digitais e plataformas educacionais. A Prefeitura publicou no Diário Oficial a Dispensa de Chamamento Público N° 033.000/SMLCP/2026 (PMF I 00038971/2026, 2026b), sob o argumento falacioso de que visava “elevar os níveis de aprendizagem e engajamento dos estudantes do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, por meio de solução educacional integrada que combine tecnologia, conteúdo estruturado, formação docente e monitoramento contínuo.” Consta no documento que o “serviço continuado” demandaria “licenças da plataforma – a Sagres – para até 7.155 usuários, produção de conteúdos (120 videoaulas e quizzes), serviços técnicos de governança que [permitiriam] monitoramento por indicadores de uso e aprendizagem.” Uma verdadeira ação entre amigos em que o erário público dispensaria, em 12 meses, para a esfera privada a bagatela de R$ 4.545.990,00 (quatro milhões quinhentos e quarenta e cinco mil e novecentos e noventa reais). A negociata era suspeita e o que se seguiu confirmou: o então Presidente da Sagres, o empresário Adair Antônio de Freitas Meira5, foi preso em 29 de abril de 2026 por suspeita de lavagem de dinheiro para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com foco em movimentações financeiras suspeitas de cerca de R$ 34 milhões de reais. Conforme noticiado, “o empresário Adair Meira […] preside uma fundação cujos contratos com o governo de Goiás somam atualmente R$ R$ 141.509.831,63.” (UOL, 2026) Vale não esquecer que o atual Secretário de Educação de Florianópolis fez carreira no Estado de Goiás, onde foi Secretário Estadual de Educação e Secretário de Gestão e Planejamento, dentre outros cargos. Após denúncias de vereadores da oposição, do Sindicato e a prisão em tela, a administração municipal revogou o documento no dia 5 de maio corrente – não lhe restava outra saída.

A luta dos trabalhadores

Lutando contra esse tipo de força política e econômica, os trabalhadores mantiveram forte greve de 23 de abril a 15 de maio de 2026, entre os quais estavam os valorosos profissionais da educação. Diferente de outros sindicatos no Brasil, o Sintrasem enfrentou Topázio Neto (Podemos) e seu Secretário da Educação, Thiago Mello Peixoto da Silveira (PSD). O Sindicato conduziu o movimento da categoria apoiado em assembleias massivas, por pais e também pelos trabalhadores terceirizados. Segundo noticiou, a greve dos trabalhadores da Prefeitura decorreu da recusa do governo em atender a pauta de reivindicações, “mesmo com margem na Lei de Responsabilidade Fiscal e dinheiro em caixa” – como se viu no show de Stone (que contou com o Padre Fábio de Melo) e no contrato proposto pela Sagres. Na mesma notícia, explicava: “Não há proposta para o cumprimento da lei federal [Lei 15.326/26] que reconhece as auxiliares de sala no magistério e nem para a revogação das portarias que atacam a Educação. Nada para a recomposição salarial dos técnicos de enfermagem. Nada sobre o piso dos ACS [agentes comunitários de saúde] e ACE [agentes de combate a endemias]. Também não há proposta para realização de concurso público, chamamento de aprovados, fim das terceirizações, defesa da previdência pública e redução da jornada sem corte salarial.” (Sintrasem, 2026a) A má vontade da administração era visível desde o princípio, assim como seu projeto político espúrio de aliança com o capital.

Ao analisarmos o Ofício Nº. 31437752, de 7 de abril de 2026, da Prefeitura (Florianópolis, 2026a) identificamos uma regularidade nas respostas fornecidas às reivindicações dos trabalhadores: a ausência de compromisso efetivo para seu atendimento; mesmo nos tópicos em que há concordância da administração municipal, raramente havia indicação de prazos e mecanismos para seu cumprimento. Havia, no entanto, claras indicações de que o projeto político no qual se ancoravam as ações da administração continham o aprofundamento dos processos de privatização clássica e de novo tipo (Martins, Souza e Pina, 2020), especialmente pela contratação de Organizações da Sociedade Civil (OSCs), com ou sem fins lucrativos. Tal se evidenciava na política de Assistência Social, Cláusula 21 – F, que permitia que ações políticas pudessem ser executadas “de forma direta ou por meio de parcerias com Organizações da Sociedade Civil”, pouco se esclarecendo sobre os custos a serem gastos na negociata.

No âmbito das reivindicações da política educacional, o documento abrigava o mesmo sentido, nas respostas às reivindicações por realização e chamamento de aprovados em concursos públicos; no não reconhecimento dos direitos dos auxiliares de sala; nas respostas vagas às demandas por infraestrutura e reabertura de Unidades escolares fechadas. Estes aspectos assumem maior clareza quando observados com outras ações em curso na Rede Municipal de Educação (RME), especialmente nos processos de contratação de OSCs e na articulação de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para assumirem uma gama cada vez mais ampla de atividades, como ocorre com as avaliações em larga escala (Avalia Floripa, PMF-CAEd/UFJF); a oferta de educação em tempo integral (Programa Bairro Educador, PMF-Instituto Escola de Esporte Cultura e Educação Cidadã/SESI) as mudanças curriculares (Floripa Mais Educação, parceria com Todos pela Educação) e a formação docente (PRAEB – BID-1, Banco Interamericano de Desenvolvimento).

A contratação de OSCs tem sido recorrente em todas as esferas da administração estatal. O exemplo local soma-se a outros bastante bizarros, como são os casos dos leilões de escola públicas; de muitos municípios dominados pelo Movimento Todos pela Educação, Instituto Natura, Fundação Lemann, entre outros, típicos Aparelhos Privados de Hegemonia cujo interesse é nada mais nada menos que definir as políticas educacionais de acordo com os interesses burgueses que os caracterizam. A luta é grande e dura, pois estamos na contramão dos conteúdos que caracterizam tais organizações. 

Os professores de Florianópolis não estão sós

Em publicação de abril de 2026, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) informou que “o total de greves de 2025 aumentou 14% em relação ao ano anterior”; o Brasil viveu 1.006 mobilizações, com predomínio de greves na esfera privada; daquelas do funcionalismo público, 65% ocorreram no nível administrativo municipal, cabendo à esfera educacional 48%. Para o órgão, “a greve se tornou o recurso último dos trabalhadores que, em sua atividade, deparam-se com as situações de maior precariedade” (DIEESE, 2026, p. 24), especialmente os ligados à educação e à enfermagem. Ademais, assinala que a pauta “melhoria nas condições de trabalho” expressa um conjunto de problemas na área, a exemplo da falta de insumos, de infraestrutura e longas jornadas, além das questões salariais. Na prática, não tem havido reposições de fato; para o DIEESE (2026, p.24), “a depreciação do valor [dos] salários, que se acumula há anos, começa a assemelhar-se a um tipo de desconto salarial”.

Neste ano, inúmeras mobilizações, paralisações e greves ocorreram e vêm ocorrendo organizadas por profissionais da escola pública. Apenas nos meses iniciais deste ano, segundo dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE, 2026), profissionais da educação se levantaram no Distrito Federal, em Curitiba, em Minas Gerais, em Pernambuco, Amapá, Tocantins, Piauí, Goiânia, Amazonas, Sergipe, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul… Conquanto as pautas estaduais e municipais tenham particularidades, algumas demandas são as mesmas: planos de carreira; recomposição e isonomia salarial; Piso Nacional do Magistério; valorização profissional; precarização dos serviços; estrutura física; salas de aulas quentes; insuficiência de profissionais; matriz curricular; escolas cívico-militares; concursos; professores temporários. Sobrelevam ainda em Minas Gerais6, Paraná7 e Rio Grande do Sul8 a política nefasta de venda das escolas públicas a empresas privadas.

Como se vê, a pauta é crucial e evidencia pelo menos dois aspectos importantes: 1) a degradação intencional – por parte do Estado e da burguesia – da escola pública brasileira e 2) a luta inconteste dos seus profissionais para manutenção de sua existência e a da escola em condições dignas para a classe trabalhadora. Esses dois aspectos estavam presentes na importante greve do Sintrasem. Lembremos, ademais, que os trabalhadores do município de São José/SC entraram em greve dia 5 de maio por motivos assemelhados. O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de São José (SINTRAM/SJ) denuncia a violência e as ameaças do Prefeito, Orvino Coelho de Ávila, que, a exemplo de Topázio Neto, se recusa a negociar com os trabalhadores (SINTRAM, 2026).

A pauta de luta na educação

As demandas do Sintrasem fazem eco à pauta dos movimentos que estão ou estiveram em andamento no país, restando claro que são universais, casos do reajuste integral dos vencimentos de acordo com a inflação; das turmas dentro dos limites quantitativos estabelecidos em lei; do chamamento de concursados e da realização de concursos públicos. Neste âmbito, enfrentamos um procedimento comum aos governos estaduais e municipais – e podemos dizer Federal: sob a falsa alegação de falta de recursos, pisam sobre os profissionais, cercam-lhe de excesso de trabalho e jornadas extensas, deixam-lhe em condições precarizadas e mesmo indigentes de trabalho, dividem os trabalhadores entre efetivos e temporários e criam as condições para que os segundos cresçam enormemente em condições ainda piores, aumentam o controle sobre seu trabalho via tecnologias digitais e plataformas e arrocham seus salários. Na verdade, Topázio envidou todos os esforços para vencer o movimento grevista, em uma queda de braço profundamente desigual. Se esse cenário é trágico, as particularidades da pauta de luta revelam ainda mais o que é a política educacional perversa desenvolvida pela Prefeitura de Florianópolis (PMF) e sua Secretaria da Educação (SME).

Quatro pontos exemplificam cristalinamente o afirmado: 1) exigência de retomada dos projetos pedagógicos nas escolas; 2) proposta de realização de concursos públicos e processos seletivos pelas secretarias municipais, de maneira presencial, sem terceirizações; 3) formação continuada em acordo com setor/área do conhecimento, priorizada a trajetória da rede municipal; 4) formação continuada por órgão ou instituição pública. Esses quatro pontos tratam dos conteúdos que circulam no interior da escola e que precisam ser pensados como constitutivos da formação humana e da classe trabalhadora, cuja formação vai pouco além do Ensino Fundamental. Por isso mesmo, nessa etapa de ensino precisa ser muito consistente e aprofundada.

Nesses quatro pontos há uma crítica relevante por parte do Sindicato e seus profissionais. Significa que as políticas desenvolvidas pela SME e parceiros, no que tange ao trabalho propriamente pedagógico, não atendem às necessidades que estes profissionais e a classe trabalhadora demandam. Em primeiro lugar, os profissionais da rede querem de volta a tarefa de refletir e propor os projetos pedagógicos, pois, de fato, cabe a eles – que vivem a escola – escrutinar seu próprio trabalho, suas relações com estudantes e familiares, suas interrelações no interior da escola, os lastros científicos de suas ações e, com base nisso, tomar as decisões mais consistentes. Essa questão está totalmente imbricada à ideia de que os concursos públicos não sejam feitos de forma terceirizada, tendo em vista que é preciso privilegiar os conhecimentos e práticas existentes na rede e a ela necessários. A pauta dos profissionais é clara: querem pensar e decidir sobre sua profissão, seu trabalho, suas determinações, seus limites, seus obstáculos, suas potencialidades… Ainda, querem participar das decisões acerca da formação continuada que recebem. Hoje, na Rede, a formação está dispersa em muitas formas organizativas: empresas, Bancos e OSCs.

Resposta do gestor plantonista: ameaças, demissões, descontos

Ainda antes da imensa mobilização dos trabalhadores municipais e sua decisão pela greve, as ações da atual administração municipal frente às reivindicações dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e estudo demonstravam que o verdadeiro caráter da propalada qualidade da educação estava dado pelo projeto de rebaixamento da formação humana sob controle de frações burguesas e seus instrumentos, como OIs e OSCs. Se na resposta à data base protocolada pelo Sintrasem havia inescapáveis indícios do que pretendia a política educacional da gestão Topázio, o decorrer do movimento não deixou dúvidas. O Prefeito e seu séquito veicularam publicamente desinformações e ameaças aos trabalhadores, especialmente de cortes de salários, demissões e perseguições via interrupção de designações e imposição de medidas administrativas. Utilizando-se do ardil criado por meio de contratos temporários, a administração demitiu mais de 200 trabalhadores Admitidos em Caráter Temporário (ACTs) (Sintrajufe-RS, 2026). Para os trabalhadores concursados, impôs descontos nos salários, atingindo inclusive servidores que não haviam aderido à greve;  iniciou a remoção do cargo de diretores eleitos pelas comunidades, nomeando interventores.

Não temos dúvidas que somente a luta organizada e o amplo debate com a comunidade pode fazer frente ao projeto educacional desairoso em implementação pela Prefeitura. A demonstração de força da articulação burguesa local – com seu despudorado uso das instâncias estatais, incluindo setores do judiciário, imprensa empresarial e OSCs – teve como resposta as imensas mobilizações que ocuparam as ruas. O Sintrasem manteve sua posição e participou de mais uma audiência de conciliação determinada pelo Judiciário, no dia 15 de maio, na qual o Município apresentou uma Proposta de Acordo (válida apenas para aquele dia, sendo que o Termo de Audiência foi assinado às 19horas e 13 minutos!) contendo como pontos centrais: o imediato retorno ao trabalho e encerramento da greve; reversão dos descontos de salário dos trabalhadores que permaneciam ativos, mediante compensação prévia; manutenção das demissões dos servidores em regime ACT; anulação do ato de retorno ao local de lotação para os trabalhadores designados; suspensão das sindicâncias e suas instruções [punições] por adesão à greve; garantia de cumprimento dos 200 dias letivos, com reposição do tempo paralisado pela greve; inclusão dos trabalhadores em regime de ACT demitidos no final das listas dos processos seletivos, podendo ser chamados novamente [sem reposição de salário e sem garantia de ocupação dos locais de trabalho que ocupavam antes das demissões]; compromisso do Município em não aplicar futuras punições aos trabalhadores em decorrência da participação na greve. Em caso de aprovação em Assembleia da Proposta de Acordo, o Município comprometia-se a apresentar ao Sintrasem manifestação [sic] com relação às pretensões da categoria apresentadas na Data-Base.

Como resta evidente, nenhum compromisso com a melhoria dos serviços públicos e das condições de trabalho dos servidores foi apresentado pela Administração Municipal. Como denunciou o Sintrasem (2006c), os trabalhadores sofreram “um ataque de lawfare dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.” Submetidos à brutal pressão e ao peso das demissões, punições ilegítimas via sindicâncias, ameaças de troca arbitrária de local de trabalho para os designados, perseguições e remoção do cargo aos diretores, os trabalhadores reunidos em Assembleia aprovaram parcialmente o Acordo, finalizando a greve e não aceitando as demissões. 

O retorno ao trabalho, no entanto, ocorreu nas mesmas condições anteriores. Porém, o grande apoio popular às reivindicações e às lutas dos trabalhadores, especialmente dos professores, é um elemento central desse processo, importante para que o trabalho de mobilização do Sintrasem continue. De outro lado, a articulação de pais no Comitê de Famílias pela Educação Pública nas escolas municipais continua com a organização por locais, sob a bandeira da defesa da escola pública (Comitê de Famílias, 2026)

Fiquemos alertas ao que a administração municipal possa fazer para seguir com a destruição dos serviços públicos e para garantir que as organizações burguesas sigam abocanhando maiores nacos do orçamento público em benefício próprio. De nosso lado, reforçamos as palavras do Sintrasem (2026c):

Temos algo que quem está do lado de lá jamais entenderá: solidariedade de classe. Seguimos negociando nossa pauta e exigindo do governo o que é nosso por direito. Vamos nos reorganizar e nos preparar para o enfrentamento que certamente virá. Seguiremos em luta. A classe trabalhadora vencerá. E Topázio terá seu lugar reservado no lixo da história.

Referências

ANDES. Leilão de escolas... Disponível em: https://www.andes.org.br/conteudos/noticia/leilao-de-escolas-em-minas-gerais-escancara-avanco-da-privatizacao-na-educacao-publica1. Acesso em: 13 maio 2026.

CARTA CAPITAL. Florianópolis paga R$ 2,7 milhões por show de cantora de soul que aderiu ao conspiracionismo antivacina… 6 maio 2026. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/florianopolis-paga-r-27-milhoes-por-show-de-cantora-de-soul-que-aderiu-ao-discurso-antivacina/. Acesso em: 21 maio 2026.

CNTE. Giro pelos estados. Disponível em: Buscar – CNTE-CUT. Acesso em: 11 maio 2026.

COMITÊ DE FAMÍLIAS. Disponível em:  sos.educacao_publica.fpolis. Acesso em: 21 maio 2026.

DEMÀ APRENDIZ. Quem somos. Disponível em: Boas vinda Demà. Acesso em: 21 maio 2026. 

DEMÀ.BRASIL. Disponível em: (7) Instagram). Acesso em: 21 maio 2026.

DIEESE. Estudos e Pesquisas. Balanço das Greves de 2025. Nº 113 – abril de 2026, p. 2; 24. Disponível em: DIEESE – estudos e pesquisas – EP nº 114 – Balanço das greves de 2025 – abril/2026. Acesso em: 11 maio 2026.

FLORIANÓPOLIS. Prefeitura Municipal. PROCESSO PMF I 00060035/2026. Ofício 31437752. 2026a. Disponível em: https://www.sintrasem.org.br/files/1098/Of%C3%ADcio%2031437752%20-%20Processo_PMF%20I%2000060035-2026.pdf. Acesso em: 11 maio 2026.

FLORIANÓPOLIS. DISPENSA DE CHAMAMENTO PÚBLICO N° 033.000/SMLCP/2026 (PMF I 00038971/2026). Diário Oficial. 2026b. Disponível em: https://s3cache.dom.sc.gov.br/edicoes/2026/04/1777327113_edicao_146_4164_assinada.pdf. Acesso em: 11 maio 2026.

G1. Saiba quem é… Disponível em: Saiba quem é goiano suspeito de ocultar mais de R$ 30 milhões do PCC | G1. Acesso em: 21 maio 2026.

MARTINS, André Silva; SOUZA, Camila Azevedo; PINA, Leonardo Docena. Empresas Sociais e a Privatização de Novo Tipo da Educação Básica: Um Estudo sobre a Relação Público-Privada em Cidades de Minas Gerais-Brasil. Arquivos Analíticos de Políticas Educativas, v. 28, n.183, p. 01-51, dez. 2020. Disponível em: https://epaa.asu.edu/index.php/epaa/article/download/5546/2557/25025. Acesso em: 13 maio 2026.

MINAS GERAIS. Governo de Minas propõe… Disponível em: https://www.educacao.mg.gov.br/governo-de-minas-propoe-parceria-para-modernizar-infraestrutura-de-95-escolas-estaduais/. Acesso em: 13 maio 2026.

MIRANDA, Amanda. Greve em Florianópolis aumenta pressão em meio a agendas ocultas do prefeito. Disponível em: https://twitterdaamanda.substack.com/p/greve-com-demissoes-e-cortes-salariais. Acesso em: 11 maio 2026.

OBSERVA CURITIBA. Privatização de escolas. Disponível em: https://observacuritiba.ufpr.br/privatizacao-escolas-pr/. Acesso em: 13 maio 2026.

PARANÁ. Parceiro da escola. Disponível em: https://www.parana.pr.gov.br/parceiro-da-escola. Acesso em: 13 maio 2026.

RIO GRANDE DO SUL. PPP em educação. Disponível em: https://parcerias.rs.gov.br/ppp-em-educacao. Acesso em: 13 maio 2026. 2026a.

RIO GRANDE DO SUL.  Editais. Disponível em: https://www.compras.rs.gov.br/editais/0024_2026/349157. Acesso em: 13 maio 2026. 2026b.

FUNDAÇÃO SAGRES. A Fundação Sagres. Disponível em:  A Fundação Sagres – Fundação Sagres. Acesso em: 21 maio 2026.

SINTRAM. Servidores de São José São retirados do gabinete do prefeito Orvino com uso de gás de pimenta. Disponível em: Servidores de São José São retirados do gabinete do prefeito Orvino com uso de gás de pimenta – SINTRAM/SJ. Acesso em: 14 de maio de 2026. 2026.

SINTRAJUFE-RS. Prefeitura de Florianópolis demite… Disponível em : https://sintrajufe.org.br/prefeitura-de-florianopolis-demite-209-trabalhadores-da-educacao-por-fazerem-greve-milhares-tomam-as-ruas-em-protesto-contra-acao-antissindical/ Acesso em 14 maio 2026.

SINTRASEM. Agora é greve… Disponível em: https://sintrasem.org.br/Default/Noticia/28901/agora-e-greve-sem-respostas-concretas-a-data-base-trabalhadores-da-pmf-vao-parar-a-partir-de-23-de-abril. Acesso em:  11 maio 2026. 2026a.

SINTRASEM. PMF enquanto trabalhadores… Disponível em: https://sintrasem.org.br/Default/Noticia/28907/pmf-enquanto-trabalhadores-estao-em-greve-prefeito-joga-com-o-futuro-da-categoria-em-las-vegas. Acesso em:  11 maio 2026.  2026b. 

SINTRASEM. Trabalhadores da Prefeitura… Disponível em: https://sintrasem.org.br/Default/Noticia/28924/trabalhadores-da-prefeitura-de-florianopolis-encerram-greve-apos-23-dias-a-luta-continua! Acesso em: 19 maio 2026. 2026c.

TONDOLO, Vinicius. Demà. Disponível em: sof-dema-social-input-zero-draft-pact-for-future.pdf. Acesso em: 21 maio 2026.

UOL. Empresa de preso… Disponível em: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2026/05/11/empresa-de-preso-por-elo-com-pcc-tem-contrato-de-r-141-mi-no-governo-de-go.htm. Acesso em: 13 maio 2026.


Este texto não passou pela revisão ortográfica da equipe do Contrapoder.


  1. Professor da Universidade Federal de Santa Catarina.
    ↩︎
  2. Professora Aposentada da Universidade Federal de Santa Catarina. ↩︎
  3. Em Minas Gerais, o governo leiloou em março de 2026 a gestão da infraestrutura de 95 escolas estaduais, por um período de 25 anos. A Parceria Público-Privada (PPP) com o fundo IG4 BTG Pactual (vencedor no certame), prevê R$ 5,1 bilhões para manutenção e serviços não pedagógicos, com previsão de início das atividades até junho de 2026. (MINAS GERAIS, 2026; ANDES-SN, 2026) ↩︎
  4. Por meio do projeto “Parceiro da Escola”, o Governo paranaense entregou a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas para empresas privadas por meio de PPPs. (PARANÁ, 2026; OBSERVA CURITIBA, 2026) ↩︎
  5. No modelo gaúcho, o Edital 0024/2026 prevê a concessão de 98 unidades educacionais, por 25 anos, com investimento total de R$ 1, 4 bilhões (um bilhão e quatrocentos milhões de reais). (RIO GRANDE DO SUL, 2026a; 2026b) ↩︎
  6. Constam ainda da pauta: plano de obras, reformas e manutenção para garantir estrutura adequada ao funcionamento dos serviços; construção e reabertura do NEIM Franklin Cascaes (Ponta das Canas) e da EBM Anísio Teixeira (Costeira); educação integral apenas nas unidades educativas com estrutura física adequada; regulamentação dos cargos de Psicólogo e Assistente Social na educação, entre outras. ↩︎
  7.  O “Sistema Sagres de Comunicação é composto pela Rádio Sagres, Sagres TV, Sagres On, Escola Sagres e Fundação Sagres. Estruturado a partir de 2010, os veículos do Sistema Sagres focam nas informações de interesse da população goiana relacionadas à conscientização, divulgação e ação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável promovidos pela Agenda 2030. […] somos membros do Pacto Global de Mídia da ONU.” Desenvolve três projetos: o Sistema Sagres (Sagres TV, Sagres Online e Rádio Sagres), o Demà Sagres Educa (Nautilus e Wikinau) e o Demà Aprendiz (Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração – Renapsi) (Fundação Sagres, 2026). Demà é um ecossistema que acredita “no capital humano, na educação e na comunicação para transformar realidades.” (Dema.Brasil, 2026; Demà Aprendiz, 2026) “Demà é uma aliança internacional a favor da educação, da juventude, impacto social e da sustentabilidade e composta pelas entidades brasileiras (Fundação Pró-Cerrado, Fundação Sagres e Renapsi) e da Espanha (Fundesplai)”. (Tondolo, s.d.)
    ↩︎
  8.  Segundo o Sintrasem (2026b), “a informação não consta no Diário Oficial, mas foi confirmada via Portal da Transparência. A viagem do prefeito [ocorreu] de 18 a 26 de abril, embora o evento tenha sido de 22 a 24 de abril”.
    ↩︎

Olinda Evangelista

Professora, pesquisadora de políticas públicas em educação e formação docente, bordadeira.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *